Prefácio
Leis são formas de expressar o comportamento (a interdependência) dos entes supostos por uma teoria. As leis de Newton, por exemplo, servem para caracterizar a interação entre corpos usando os conceitos de massa e força.
Aquele que contesta lei básica da física com sucesso, isto é, com lógica e com fatos irrefutáveis, e cria uma nova teoria, que não fracassa nas situações de fracasso e de sucesso da anterior. É aceito.
A CONTESTAÇÃO DA FÍSICA DE ARISTÓTELES GERA A DE GALILEU
Aristóteles punha como causa da velocidade a força. Na ausência de força um corpo estaria em repouso.
Se sujeito a uma força maior, um corpo apresentaria maior velocidade.
Mas Galileu observou que o peso dos corpos não afetava o tempo de queda dos mesmos. E deste fato contestou o princípio de que: “corpos sujeitos a uma força maior apresentariam uma maior velocidade”.
Para explicar tal contradição Galileu criou o conceito de inércia. Resistência dos corpos a alterarem seus movimentos.
Os pesos diferentes teriam inércias diferentes. Mesmo sofrendo maior força os mais pesados ganhariam a mesma velocidade em queda, por apresentarem proporcionalmente maior inércia.
Uma nova física surge. A força deixa de ser causa da velocidade e passa a ser da aceleração.
O repouso ou a não alteração da velocidade ocorre quanto não há força resultante atuando no corpo. Surge o conceito de força resultante. Aquela que poderia substituir todas as outras que atuam no corpo. Uma idéia vetorial de força.
Outros cientistas fazem a física iniciada por Galileu atingir enorme sucesso.
A CONTESTAÇÃO DA FÍSICA DE GALILEU GERA A DE EINSTEIN
Galileu punha a inércia como propriedade intrínseca da matéria. Se um corpo perdesse parte, sua inércia reduziria.
Se um corpo ganhasse matéria, sua inércia aumentaria. A massa (medida da inércia) servia para medir a quantidade de matéria.
Mas Einstein constatou a existência de um limite máximo para a velocidade de entes físicos. A velocidade c. E deste fato contestou o princípio de que: “a massa pudesse ser a medida da quantidade de matéria”.
Para explicar tal contradição Einstein criou o conceito de inércia dependente da velocidade.
A resistência dos corpos a alterarem seus movimentos cresce com a velocidade deles. Quantidades iguais de matéria em diferentes velocidades teriam inércias diferentes. Se um corpo atingisse a velocidade c teria massa infinita.
No eletromagnetismo, ao se utilizar as transformações de Galileu (processo de tradução das descrições físicas de um referencial para outro), as leis físicas dependem do referencial. Nesta forma de tradução, para um referencial em que duas cargas movem pode ocorrer entre elas interação magnética e para outro, em que pelo menos uma delas estiver parada, elas não interagem magneticamente.
Utilizando as transformações de Lorentz (Outro processo de tradução das descrições físicas de um referencial para outro) as leis do eletromagnetismo independem do referencial.
Mas para a validade das transformações de Lorentz é necessário considerar a velocidade da luz como máxima e absoluta, ou seja, não dependente do referencial. E daí aceitar que, no lugar da velocidade relativa da luz, o espaço e o tempo dependam do referencial. Sejam relativos. Einstein preferiu esta alternativa. As transformações de Lorentz fizeram mudar a física, embora para velocidades baixas em relação à velocidade da luz tal mudança seja insignificante.
Surge o conceito de tempo e espaço relativos.
Outros cientistas contribuem para o desenvolvimento da física defendida por Einstein e a leva a enorme sucesso.
Novos conceitos surgiram. Incoerentes com os criados por Galileu e seus seguidores. Além da teoria da relatividade restrita, para os referenciais não acelerados, surgiu a relatividade generalizada, onde os referenciais não precisam ser inerciais para a validade das leis físicas.
OUTRA CONTESTAÇÃO DA FÍSICA DE GALILEU GERA A DE PLANCK
O desenvolvimento da física de Galileu levou a outra contradição:
Nesta física, também chamada clássica, a energia era uma grandeza continua. Um sistema, por exemplo: um átomo, poderia receber ou ceder energia em qualquer quantidade e sua energia também poderia variar desta forma.
Mas Planck constatou a existência de pacotes de energia na interação entre átomos. Um átomo não emitia nem absorvia frações destes pacotes. Só assim as equações da radiação (transferência de energia através de ondas eletromagnéticas), de corpos negros batiam com a experiência.
E deste fato contestou, para os átomos, “o princípio da forma sempre contínua da energia ser alterada em um sistema”.
Usando a idéia de Planck, Einstein explicou o efeito fotoelétrico, ajudando no desenvolvimento da física de Planck, e firmando o conceito de fóton. Energia em pacotes; onde a energia de um fóton é proporcional à sua freqüência e a interação entre os átomos se faz com emissão ou absorção de fótons.
A interação entre os átomos através dos fótons permitiu, a vários cientistas, uma monumental criação, um avanço extraordinário na forma de ver a natureza; nomeada como física quântica.
Novos conceitos surgiram. Incoerentes com os da física clássica e com as teorias da relatividade.
A FÍSICA MODERNA
Na teoria quântica a causalidade é probabilística e nas outras físicas determinística.
A causalidade nas teorias da relatividade depende dos referenciais e nas outras físicas não.
Para a relatividade generalizada a causa da aceleração é a estrutura espaço-temporal e nas outras físicas a causa da aceleração é a força.
Temos físicas diferentes (com elementos e lógicas distintas). Estas constituem a chamada física moderna.
A CONTESTAÇÃO DA FÍSICA MODERNA LEVA A TEORIA DOS UNIFÓTONS
O desenvolvimento da física moderna levou a uma contradição:
Um dos pilares da física moderna é a conservação da energia.
A física moderna considera a luz constituída por fótons. Entes de natureza quântica, que não são nem ondas, nem partículas; mas que se apresentam nos dois aspectos; quando observados com aparatos para observar ondas são como ondas e não como partículas, e quando observados com aparatos para observar partículas são como partículas e não como ondas.
Mas a luz proveniente de regiões muito distantes da Terra apresenta uma freqüência menor. A explicação deste fato é o efeito Doppler para a luz. Como quanto mais distante um astro estiver da Terra em maior velocidade ele afasta-se de nós, então os muito distantes apresentam velocidade de afastamento grande o suficiente para observarmos o efeito Doppler para a luz nos enviada por estes. Assim, o efeito Doppler para a luz reduzindo a freqüência dos fótons reduziria a energia destes sem a transferi-la. Contrariando o princípio físico da conservação da energia. Um absurdo inaceitável.
Para explicar tal contradição, eu considero um erro pensar a luz como constituída por fótons. A luz é apenas onda. Sua energia, de forma diferente da dos fótons, não depende de sua freqüência e sim, como ocorre com toda onda, de sua amplitude.
A estabilidade das estruturas elementares, inclusive as atômicas, é alterada pela passagem das ondas eletromagnéticas (luz); o que as faz absorver ou emitir fótons. A razão de tudo isto será esclarecida ao tratarmos da teoria dos unifótons. Onde fótons são conjuntos de unifótons de certa freqüência.
O efeito Doppler para a luz não afeta a energia dos fótons. Altera sim que fótons serão absorvidos ou emitidos. Assim, não temos o problema com a conservação da energia.
A natureza quântica das partículas materiais (entre elas os fótons) não é interpretável, leva ao erro da não conservação da energia, e é dispensável. A visão proporcionada pela teoria dos unifótons interpreta o comportamento da natureza e não leva ao referido erro.
Faremos uma breve explicação deste assunto aqui, mas o mesmo será tratado com mais cuidado no desenvolvimento da teoria dos unifótons.
Há, continuamente, uma troca de elétrons, de fótons e de outras partículas entre átomos. Tais partículas “elementares” em movimento fora dos átomos geram ondas básicas. Estas podem alterar as trocas de partículas “elementares” entre os átomos de matéria atingida por elas.
Assim é como se tais átomos, por efeito das ondas básicas, recebessem (ou perdessem) essas partículas. As absorvessem ou emitissem.
Desta forma, uma onda básica condiciona absorção de partículas em um material. Funciona como partícula.
E uma partícula emitida por um átomo condiciona apenas a absorção de uma outra por outro átomo, de tal forma a aparentar ser a mesma. Daí a onda associada a uma partícula emitida apresentar às vezes como partícula.
A onda devida à emissão de uma partícula só pode provocar a absorção de uma outra partícula por outro átomo.
Uma partícula (um elétron fora de um átomo, por exemplo) gera uma onda, por apresentar oscilação intrínseca. Uma partícula fora de um átomo é fonte de onda básica; logo é como se fosse uma onda. Assim como uma região de uma onda perturba sua vizinhança provocando a propagação da mesma, uma partícula –por oscilar- provoca onda em sua vizinhança.
Uma onda eletromagnética ao atingir uma antena produz corrente elétrica.
Um fóton em movimento gera uma onda (luz) esta ao atingir uma chapa fotográfica a faz absorver fótons.
Se uma partícula é absorvida por um átomo ela deixa de criar sua onda. Observa-se, por esta forma, apenas o aspecto de partícula.
Para observar a onda, a partícula não pode ser absorvida por um átomo. Observa-se, por esta forma, apenas o aspecto de onda.
Por isto, ao se observar o aspecto de onda não se pode observar o de partícula e vice-versa.
A teoria dos unifótons além de reformular a forma de pensar da teoria quântica interpreta os princípios das outras físicas, ou seja, mostra porque estas funcionam. Ou seja, unifica a física em uma visão única; em uma teoria verdadeiramente geral. De uma maneira rápida; vejamos como isto se dá.
Postulo a existência dos unifótons. Partículas que constituem tudo. Ondas que propagam nos entes que constituem tudo, se propagam em tudo, em todos os meios, que é o caso das ondas eletromagnéticas.
Os observadores também são constituídos por unifótons. Os observadores não podem ter velocidade superior à dos unifótons que os constituem, pois é absurdo supor o constituído em velocidade maior que os constituintes. Assim, o constituído deixaria suas partes para trás e deixaria de ser.
Os unifótons têm, como veremos no corpo da teoria, velocidades escalares que dependem de suas dimensões e da densidade deles. Mas suas velocidades escalares independem da velocidade dos entes que constituem.
A velocidade do observador não determina a velocidade dos unifótons e nem a das ondas que movem nestes, pois estas têm suas velocidades determinadas pelas velocidades dos unifótons. E movem neles e não em um meio específico, conforme certa forma de ver; que prevaleceu durante décadas, em um passado não muito remoto.
A velocidade escalar dos unifótons não depende dos entes constituídos e por isto a direção que o observador (ente constituído por unifótons) se move não afeta a velocidade da luz. Daí considerarmos a velocidade da luz como absoluta e a máxima possível.
O tempo absoluto só vale para objetos próximos e em baixa velocidade em relação à velocidade da luz, pois neste caso a limitação na velocidade das comunicações é desprezível. Os unifótons (entes que apresentam a velocidade c) são as fontes básicas de todas as alterações e efeitos que podem existir. O que podemos observar é o tempo relativo, conforme Einstein e muitos experimentos.
A existência de um meio no qual a luz se propague não faz sentido, pois ela se propaga nos entes que constituem todos os meios. Nos unifótons.
Eu não postulo um meio específico em que a luz se propague. Não postulo o Aether novamente. Este postulado não tem fundamento. Já foi desbancado.
Os experimentos em que a velocidade da luz é tida como muito baixa. Na verdade não é movimento da luz e sim de fótons; estes podem mover assim, pois são entes constituídos e não elementares. Conforme veremos nesta teoria. A velocidade dos unifótons são as mais altas possíveis.
Na famosa experiência da dupla fenda o que passa nelas são ondas. Os fótons e os elétrons (partículas) não movem do átomo emissor ao absorvedor. Suas ondas é que permitem estas interações. Se a absorção não ocorre antes do anteparo onde se observa as ondas, podemos observar a figura de interferência.
A luz se propaga onde há unifótons. Onde há sucessões. Tempo. Onde fisicamente ocorrem as coisas. Interações. No espaço físico. É como se a luz não dependesse de um meio para se propagar.
A teoria quântica, ao contrário das outras, não é interpretável, pois a natureza quântica das partículas é um verdadeiro enigma. O seu caráter revelado é dependente do aparato utilizado em sua observação!
A teoria dos unifótons (como as outras exceto a quântica) é interpretável. A observação não determina o comportamento de seus entes. Embora a teoria da relatividade determine formas diferentes de ver conforme o referencial. Mas a forma de ver é que é determinada e não o contrário, como se observa na quântica; onde conforme se observe, temos a revelação de comportamentos diferentes.
As conseqüências da relatividade são surpreendentes, mas suas causas são interpretáveis, razoáveis.
Os conceitos da física moderna pioram a imagem da natureza. Faz a mesma nos parecer bizarra. A teoria de Einstein impede o raciocínio através de causa e efeito, pois nega a seqüência temporal absoluta e, para ela, se houvesse o efeito este poderia vir antes da causa; pois nela o que vem antes depende do referencial. Algo pode chegar antes de ter saído! Algo pode ser estrutura antes de ser estruturado! Os conceitos de energia e de inércia se mesclam. O mesmo se dá com os conceitos de tempo e espaço. Daí a expressão espaço-tempo, representando a fusão destes conceitos.
A visão quântica dos entes elementares (elétrons, fótons, etc.) é incompreensível e não se pode determinar para eles rigorosamente e simultaneamente uma qualidade de partícula, por exemplo, sua posição e uma de onda, por exemplo, sua velocidade. Aqui ocorre outra limitação à observação e desta surgem conceitos e previsões bizarras. As previsões agora não são mais explicáveis. A distorção da realidade à observação pelas novas condições experimentais foi muito básica, no nível das interações ou comunicações entre os entes elementares da natureza. O possível foi a ampliação da descrição e da previsibilidade do observável no mundo físico.
A teoria quântica e a da relatividade restrita são saídas teóricas para dificuldades experimentais. Distorcendo de forma diferente a realidade estas teorias básicas não podem e não se ajustam.
As condições experimentais, limitadas pela própria natureza, distorcem a observação dos fatos. No lugar de explicar a existência dessas limitações e de suas conseqüências à observação, a ciência tomou outro caminho: a criação de conceitos artificiais. Contradições decorrentes de condições experimentais foram sanadas utilizando-se de processos teóricos. Daí a criação de conceitos bizarros.
A situação é semelhante à seguinte: Como não podemos ver as coisas distantes no tamanho que as vemos quando próximas, mas menores. Então teorizemos que as coisas mais distantes de nos se tornem menores. Tal teoria poderia ser verificada experimentalmente. É claro. Funcionaria. Só que perderíamos o conceito de tamanho de um corpo como propriedade do mesmo, que passaria a ser também função da distância a que estamos dele. As coisas distantes ficando menores levariam à conseqüência da velocidade de entes mais distantes serem menores. As coisas muito distantes estariam paradas, como de fato nos parecem. Tal teoria distorceria a realidade; a tornaria bizarra e assim ao gosto estranho de muitos.
Os conceitos de teorias diferentes são diferentes (lembre-se dos conceitos diferentes de força nas teorias de Aristóteles e de Galileu).Como a teoria da relatividade restrita atende a uma das condicionantes drástica da física observacional (não se pode observar o espaço e o tempo absoluto) e a quântica a outra (não se pode observar aspectos de partícula e aspectos de ondas de seus entes elementares simultaneamente), elas se completam, permitindo uma correlação destas com fatos observáveis em seus vastos campos particulares. Porém, atendendo a condicionantes experimentais diferentes elas geram conceitos incoerentes. Inconciliáveis. Uma delas não pode conter os princípios da outra. Uma delas não explica a outra. Caso isto ocorresse não teríamos duas, mas uma única teoria geral. O mesmo ocorrendo com a teoria da relatividade "generalizada", que também tem seu campo particular de aplicação.
Por isto, a ciência atual, especialmente a física – por lidar com fatos gerais e básicos diferentes – que distorcem muito e diferentemente a realidade observável, admite incoerências entre suas teorias. Procurar plena coerência nos fatos observáveis é incoerente, pois a condição para observar distorce a realidade.
Os físicos justificam a aceitação das bizarrices (do não interpretável) dizendo: é que estamos observando a natureza em outros níveis em que não estamos habituados, mas a natureza é assim. Por outro lado a suposição da simplicidade e da coerência produziu grande progresso na ciência (veja o caso de Copérnico). Julgo que a explicação das bizarrices e das incoerências é o caminho mais honesto e próprio do cientista. Crer ser a natureza interpretável é necessário para a busca de uma teoria geral.
A física atual ou moderna apresenta linguagens objetivas, porém não rigorosas (conceituais), incoerentes, com validades restritas e incompletas; apenas descrevem, mas não explicam o comportamento da natureza; cuidam do aparente no lugar do essencial.
A física atual tendo como objeto o observável (o evento) então o que mais basicamente limita a observação torna-se o principal, pois a limitação mais drástica é que define as outras. Logo a hipótese mais eficiente é aquela que mais distorce a visão da realidade. Hipótese é uma limitação ampla que define limitações particulares. A escolha do objeto da física define a física. A partir das restrições drásticas à comunicação entre entes físicos e daí também para a observação os cientistas derivam a forma bizarra (distorcida) com que a natureza pode ser observada. Como crêem na física atual de maneira não crítica julgam ser bizarra a natureza e não os conceitos, a visão que têm dela. Os físicos atuais, centenas deles, por crerem na física atual, de maneira não crítica (não levando em conta, entre outras, as restrições a ela consideradas acima) procuram, há décadas, desenvolver uma teoria verdadeiramente geral. Tentando conciliar as teorias gerais atuais. Tentam conciliar o inconciliável e, assim, se perdem em teorias complexas e cheias de incoerências. Estão a acumular fracassos. Estão como uma libélula a debater contra uma janela de vidro e sem considerar a razão de seu fracasso.
Sem uma interpretação não temos uma visão do contexto. Não podemos encaixar elementos depois de distorcidos. E muito menos quando distorcidos diferentemente. Sentimos nos faltar o chão. Onde é impossível uma interpretação, como ocorre na teoria quântica, são utilizadas interpretações aproximadas, retiradas, de analogias com a física clássica (a que não utilizava condição extrema à experimentação). O que, neste ponto, é um retrocesso. A física atual não tem uma única teoria geral (apresenta incoerências e não pode ser interpretada).
Agora não basta que uma teoria preveja novas funções não previstas por outras e que não negue algum fato científico como condições para ser adotada. Além destas condições, seus conceitos devem ser inteligíveis e não distorcerem a realidade, pois só assim poderemos ter uma verdadeira teoria geral. Uma física interpretável.
Desta forma, os limites da física atual estão determinados.
São as interações entre os entes que geram as funções, as mudanças em suas propriedades e não o inverso.
Uma função é prevista por uma teoria quando é decorrência de seus princípios.
Uma função é explicada por uma teoria quando é decorrência de seus entes postulados ou deduzidos.
De entes elementares postulados podem-se deduzir os entes constituídos.
Uma função pode prever outras e assim ser princípio de uma teoria. Um ente pode explicar e prever funções e assim ser princípio de uma teoria.
Uma função não gera um ente, embora, às vezes leva a supô-lo.
Poderíamos distinguir previsão de explicação assim: o que decorre de um ente é explicação e o que decorre de uma função é previsão.
Um ente gerando funções indiretamente gera previsão. Uma função não gerando ente não gera explicação, mas previsão. Assim, podemos dizer que existem teorias explicativas e teorias não explicativas.
Teoria explicativa é a que parte de ente gerador de suas funções.
Exemplos: teoria das partículas subatômicas, dos fótons, dos átomos, das moléculas. Teoria não explicativa é a que não parte de algum ente, mas de alguma função.
Exemplos: teoria da conservação da quantidade de movimento, da conservação da energia, da conservação da carga, da não redução da entropia, da velocidade absoluta da luz, da equivalência entre massa gravitacional e inercial.
Os entes de uma só natureza geram apenas uma classe de funções. Os entes se distinguem pelas suas funções.
Um ente elementar, isto é, não composto por outros teria natureza invariável.
A natureza dos entes constituídos deriva dos elementos que o compõem.
Os entes, quando não elementares, mas constituídos por outros, apresentam funções que podem variar com variações de suas constituições.
A dedução a partir de entes verdadeiramente elementares e, portanto sem alterações comportamentais, são naturalmente mais simples.
As deduções devem ser dos entes elementares para os estruturados.
A explicação a partir de ente constituído por outros não é básica, pois esse também carece ser explicado.
A explicação, a partir de entes elementares de naturezas diversas, geraria funções diferentes, criaria uma explicação complexa. Funções que "negariam" as regularidades gerais, que é fato experimental; negariam coerências entre as várias funções gerais.
Teorias não explicativas que partem de restrições diferentes à observação geram funções diferentes, criam uma "explicação" complexa, incoerente. Impedindo a existência de uma teoria geral.
As teorias restritivas (não há velocidade superior à da luz, não há criação ou desaparecimento de energia, a entropia do universo não pode diminuir, etc.) são concentrações poderosas de luz que nos permitem prever o que não e o que pode ocorrer experimentalmente. A luz concentrada de um maçarico ofusca a nossa vista e assim a luz difusa do dia não nos é útil.
Os insetos ficam a girar em torno de uma lâmpada acesa durante a noite, mas com a luz do dia eles procuram outros caminhos. Uma teoria que explicasse as restrições gerais seria a luz do dia.
A explicação básica se daria a partir de entes verdadeiramente elementares de uma só natureza e que se distinguissem apenas quantitativamente em suas propriedades. Gerariam funções de uma só natureza, criaria uma explicação simples, coerente. Funções corroboradas pelas regularidades gerais (leis gerais), que é fato experimental. Permitiriam a existência de uma teoria geral interpretável.
A física que explica não só os fatos observáveis, mas que explica as distorções à observação é indispensável. Inclusive na validação da física positivista, ou baseada em fatos.
A teoria mais ambiciosa, mais geral, aumenta nossa capacidade de interpretar, de explicar, de resolver problemas.
A fé absoluta dos cientistas na ciência atual é o que os leva a estagnação, a não produzirem a verdadeira ciência. O pai se reconhece no filho. O cientista faz a ciência e a ciência faz o cientista. Como não crer em uma ciência que descreve o que se observa de uma maneira objetiva e ampla, embora incoerente e bizarra? Quem parte do tronco básico de uma árvore é que tem a possibilidade de atingir todas as folhas. Os galhos secundários não podem levar a qualquer folha; só nas da deles.
Os cientistas têm como atividade desenvolver o entendimento sobre tudo, criar teorias gerais; integrar em teoria mais ampla as teorias particulares; criar paradigmas. Portanto, em princípio não aceitam experiências não explicadas, incoerências em suas explicações, e/ou contradições em e entre suas teorias.
Assim como os ramos não vivem separados das árvores; as teorias parciais precisam das gerais. A interpretação completa, a coerência completa, é uma necessidade de nosso espírito, de nossa técnica, de nossa segurança, de nossa paz. Temos necessidade de comunhão com o mundo por meio de sistemas interiores precisos, seguros e gerais, de teorias gerais.
A falta de explicação, de interpretação, breca o progresso das teorias e da ciência. O que por fim limita a tecnologia em nível mais abrangente.
A CRIAÇÃO DE CONCEITOS E DE DEFINIÇÕES
A criação de definições ocorre a partir de hipóteses – criações de nossa mente e independentes de experiências específicas-, daí não serem distorcidas pela experimentação.
Assim como a ciência deve apresentar uma linguagem objetiva ela também não deve apresentar uma linguagem conceitual, mas uma linguagem baseada em definições; em hipóteses independentes de experiências específicas.
Uma física geral terá de substituir todos os conceitos por definições. Os conceitos por terem uma interpretação semelhante às definições permitirão uma correlação entre tais físicas, uma tradução.
Por outro lado, para termos a previsibilidade total, então não podemos dispensar o trabalho teórico mais ambicioso: a teoria geral da física.
DEFININDO PROBLEMA TEÓRICO E TEORIA
O problema teórico fundamental da Física atual é que suas funções não são interpretadas através de entes elementares hipotéticos de uma só natureza e definidas rigorosamente. Seus entes básicos são experimentais e apresentam naturezas diferentes e variáveis: uns apresentam cargas elétricas e outros não, uns apresentam massa e outros não; ora se revelam como ondas, ora como corpúsculos.
Neste trabalho apresentaremos a solução do problema teórico da Física atual. Inicialmente postularemos e definiremos os entes verdadeiramente elementares: os unifótons. A partir de tais entes explicaremos os princípios gerais, as funções gerais, que independem de estruturas; depois cuidaremos das estruturações das mais genéricas para as mais específicas com suas funções, com seus princípios também dos mais gerais para os mais específicos.
Experiências específicas não criam a teoria dos unifótons, mas são úteis para a checagem dela. O que é possível, pois esta utilizará a linguagem objetiva. A matemática.
ADVERTÊNCIA
Não use, por enquanto, esta teoria em trabalhos escolares; ela pode ainda não ser do conhecimento de seu professor. Sua divulgação, embora pela internet, é recente.
Por outro lado, mesmo que seu professor a conheça, ele pode não a aceitar, uma das razões é que, como no mito da caverna, as pessoas, acostumadas apenas com a sombra das coisas, as consideram verdadeiras e julgam a própria realidade como falsa. Se você dispuser a lê-la estará fora das limitações experimentais da caverna e então não considerará as aparências como realidades.
